Friday, September 22, 2006

Areia

Não creio no destino
Pois nós podemos mudá-lo
Não é uma lei universal
É assim afectado pelo tempo e acções
Estas sim são as conclusões
E no fim dissipam-se as ilusões
Os sonhos, os castelos de areia
Que numa tarde de sol se elevaram
A sorte é no meio disto tudo
Um aparte
Uma variância ininterrupta
e por vezes corrupta
Por factores lógicos
Basta de desilusões
Quero paixões.

Saturday, September 16, 2006

Botão

Como uma ave engaiolada
Enfrenta o dia a dia
Eu também cercado
Enfrento a dor da ausência de liberdade
Não física mas espiritualmente
Como se tivesse uma corrente
E me fecha o corpo por dentro
Grito e corro sem destino
Como se fosse um cretino
Luto, sangro mas não aprendo
Talvez o castigo seja justo
E eu não mereça mais que tudo isto
Mas então que faço nesta vida
Fracassar não pode ser de certeza
Sinto-o com clareza
Que algo mais concerteza
Espero pelo momento certo
E ai não vou esperar mais

Pois não o mereço mais.

Monday, September 11, 2006

Convencido

Foi num dia escuro
que destrui o muro
não devem de existir barreiras
mas sim coexistência de ideias
Foi uma luta desigual
em que quase tudo correu mal
e quando já a derrota era certa
proclamavam alguns a minha morte certa
Acho que certas pessoas aprenderam
a não subestimar quem verdadeiramente não conhecem
Estou fraco mas não vencido
mas sim convencido
do que sou e do que serei capaz
e que me tornarei mais audaz
face às vicissitudes da vida
que me tem sido pouco colorida.