Olá
Sinto-me perdidoJamais consumido pela vidaneste caminho austereA vida como ela é é célereQuero parar o tempoMas o tempo é imtemporalContradigo-meMas defendoO que aprendo a cada dia que passaA vida é fatalnão podendo voltar atrásvejo-me forçado a coexistir com o futuroEis então que me deparo com o MuroDesta vez saltoE para meu espantoVou dar comigo na salade novo ao fundo no cantoFiquei estarrecidoviajei pelos meus próprios meandrosLutei contra mim mesmoo pior dos inimigos.
Acho que
A inevitabilidade da vida perante a certeza da morte é talvez a mais cruel das verdades, não há desculpas, mas actos que se realizam e se materializam em algo maior que nós próprios, que o próximo.
Dia R
Melhor dia não seria, melhor oportunidade, hoje ‘renasço’ e porque não renascer também na vida? Mudar a atitude, o afrontamento de pequenos males, passar a viver e não a recear, qual é então o passo a dar? Basta um ‘click’ na minha mente, um decidido sim, eu posso, eu faço. A esta altura já o fiz por isso escrevo, e não voltarei atrás. Há sempre maneira de contornar os problemas, e uma ‘backdoor’ para os mais difíceis, mas ambos implicam que não desistamos, mas sim que os confrontamos.
Hoje faço vinte e dois anos e sinto que ainda não aprendi nada, nem que chegue aos oitenta, a minha sede por conhecimento irá estar saciada. Não sei o porquê desta ‘fome’, mas sinto necessidade de saber tudo o que se passa a minha volta, de entender tudo o que se passa no Mundo.
Despeço-me assim hoje da minha caneta, com votos que ela continue a escrever sobre tudo e sobre nada, mas sempre com um sentido positivo acerca da minha existência. (26/03/06)
Tristeza
Adjectivo tão efémeropois nunca poderá ser eternoA sua força não resistenaqueles cujo 'Eu' persistee insiste numa abordagemdesprovida de folhagemÉ fraca e opacapor isso há que vencê-lae desprezá-laTal atitude só trazUma imensa pazAlegria interiorQue é de longe superiora tão pequeno estado.
(pequena)Carta dos Direitos inerentes, pilares do 'Eu' na sociedade

Todos temos o direito de ser feliz e respeitar as opiniões, mesmo que sejam absurdas, devemos argumentar com factos e não com a violência.Essa está latente em cada um de nós, uns usam-na apenas para preservação própria, outros menos éticos, usam-na como meio de se afirmarem.Assim quem a usa e abusa não chegará longe, morrerá marcado, e não irá adquirir paz interior.Quem usa a força física que existe dentro de cada(e única) pessoa, pode em certas alturas beneficiar, se for o caso de proteger a sua pessoam a sua integridade fisica ou a de terceiros.O poder da palavra é muito forte, separa nações,une multidões, rejubila milhões, cada um tem o direito de expor as suas ideias, ideologias, experiências, mas é óbvio respeitando os sentimentos de terceiros.Cada um tem o direito de lutar pela vida, tentar ser feliz e procurar o melhor para os seus.Fale a língua que falar, seja de que cor fôr a sua pele, não devem de ser descriminados, mas sim apoiados, pois muitos deles deixam uma vida para trás, inclusivé a pouca estabilidade que tinham no seu país e as pessoas que lhes eram chegadas.Todo e qualquer homem deve ter o direito à educação, ter acesso aos principios básicos da lógica, da arte oratória,da autodefesa e da história, pois com a história apendem-se muitos erros e assim espera-se evitar os mesmos erros no futuro.A pessoa que expondo as suas dúvidas, vai contra tudo o que é normal, contras os dogmas da lei da vida actual, não deve ser tido em conta como um lunático, mas sim como um visionário, não devendo de ser julgado por apenas duvidar do hoje e do amanhã.Todo aquele que tentar evoluir o sistema, acabar com a corrupção, tentar estabelecer alguma igualdade entre as pessoas, não deve de ser descredibelizado na praça pública, mas sim elogiado, por pôr em risco a sua vida, e ir contra todos aqueles que se alimentam à custa da corrupção e da estagnação social.Todo o 'Eu' deve ter o direito ao livre pensamento e não ser acorrentado por ideologias de terceiros, algumas até com centenas de anos.Deve também ter o direito à cultura, seja em que campo fôr, o nosso 'Eu' alimenta-se à custa da experiência do conhecimento e das ideias.Toda e qualquer pessoa tem o direito de sonhar...24/03/2006